	
	<span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Adc&amp;rfr_id=info%3Asid%2Focoins.info%3Agenerator&amp;rft.title=Canal+da+Cultura%3A+MinC+pode+fazer+TV+p%C3%BAblica+com+pontos+de+cultura+e+m%C3%ADdia+livre&amp;rft.aulast=Santos&amp;rft.aufirst=Arthur+William+Cardoso&amp;rft.subject=converg%C3%AAncia&amp;rft.source=Blog+do+arthur+william+santos&amp;rft.date=2015-09-05&amp;rft.type=blogPost&amp;rft.format=text&amp;rft.identifier=https://arthurwilliam.com.br/blog/canal-da-cultura-minc-pode-fazer-tv-publica-com-pontos-de-cultura-e-midia-livre/&amp;rft.language=English"></span>
{"id":788,"date":"2015-09-05T12:58:03","date_gmt":"2015-09-05T15:58:03","guid":{"rendered":"http:\/\/arturoilha.com.br\/?p=788"},"modified":"2015-09-05T13:01:40","modified_gmt":"2015-09-05T16:01:40","slug":"canal-da-cultura-minc-pode-fazer-tv-publica-com-pontos-de-cultura-e-midia-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arthurwilliam.com.br\/blog\/canal-da-cultura-minc-pode-fazer-tv-publica-com-pontos-de-cultura-e-midia-livre\/","title":{"rendered":"Canal da Cultura: MinC pode fazer TV p\u00fablica com pontos de cultura e m\u00eddia livre"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_789\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/arthurwilliam.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/canal-da-cultura-MinC-ministerio-tv-publica.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" aria-describedby=\"caption-attachment-789\" class=\"size-medium wp-image-789\" src=\"https:\/\/arthurwilliam.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/canal-da-cultura-MinC-ministerio-tv-publica-300x195.jpg\" alt=\"canal da cultura MinC ministerio tv publica\" width=\"300\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/arthurwilliam.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/canal-da-cultura-MinC-ministerio-tv-publica-300x195.jpg 300w, https:\/\/arthurwilliam.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/canal-da-cultura-MinC-ministerio-tv-publica-600x390.jpg 600w, https:\/\/arthurwilliam.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/canal-da-cultura-MinC-ministerio-tv-publica-207x136.jpg 207w, https:\/\/arthurwilliam.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/canal-da-cultura-MinC-ministerio-tv-publica-260x170.jpg 260w, https:\/\/arthurwilliam.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/canal-da-cultura-MinC-ministerio-tv-publica.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-789\" class=\"wp-caption-text\">Canal da Cultura pode inovar com TV p\u00fablica n\u00e3o-estatal e descentralizada<\/p><\/div>\n<p>Depois do an\u00fancio da cria\u00e7\u00e3o dos canais da Cidadania e da Educa\u00e7\u00e3o, previstos no decreto de 2006 que instituiu o padr\u00e3o de TV digital no Brasil, o governo federal divulgou, na \u00faltima semana, a cria\u00e7\u00e3o do Canal da Cultura. Agora, \u00e9 o Minist\u00e9rio da Cultura (MinC) que tem, em suas m\u00e3os, uma poderosa ferramenta para inovar a comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Brasil. E ouvir a sociedade \u00e9 o primeiro passo. A medida surge como possibilidade para a constru\u00e7\u00e3o de um sistema p\u00fablico de comunica\u00e7\u00e3o plural\u00a0com TVs n\u00e3o-estatais. Mas para tal \u00e9 preciso fugir dos erros do passado e acelerar sua implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Infelizmente, antes de um di\u00e1logo com a sociedade, foi assinada a portaria sobre o tema, em parceria com o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es. \u00c9 verdade que trata-se de um texto gen\u00e9rico, que n\u00e3o apresenta defini\u00e7\u00f5es sobre como se dar\u00e1 o funcionamento do novo canal. Mas a pr\u00f3pria portaria, como j\u00e1 ocorreu com outras a\u00e7\u00f5es da pasta, poderia ter passado por um processo de consulta p\u00fablica antes de ter sido firmada. Tampouco o Minist\u00e9rio tornou p\u00fablico um estudo realizado no ano passado, em parceria com a Universidade de Bras\u00edlia, sobre a viabilidade de implanta\u00e7\u00e3o do Canal da Cultura. A pesquisa analisou quest\u00f5es como gest\u00e3o, financiamento, plataformas e conte\u00fado, e \u00e9 fundamental que seja aproveitada no processo de implanta\u00e7\u00e3o do novo canal.<\/p>\n<p>A radiodifus\u00e3o est\u00e1 em crise e um novo modelo de televis\u00e3o p\u00fablica pode dar novos horizontes a este tipo de comunica\u00e7\u00e3o. Por isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel esperar muito para acertar o passo.<\/p>\n<p>O Canal da Cultura deve ser um espelho das demais pol\u00edticas p\u00fablicas do MinC, descentralizando suas a\u00e7\u00f5es e a produ\u00e7\u00e3o do conte\u00fado a ser veiculado, e permitindo a cogest\u00e3o da emissora com a sociedade. Esta foi a indica\u00e7\u00e3o do ministro Juca Ferreira durante debate com artistas da Baixada Fluminense; sinaliza\u00e7\u00e3o confirmada pelo secret\u00e1rio do Audiovisual, Pola Ribeiro. Centralizar sua opera\u00e7\u00e3o e a programa\u00e7\u00e3o do canal, mesmo que em forma de curadoria, seria um erro. Uma das grandes falhas na regulamenta\u00e7\u00e3o do Canal da Cidadania foi justamente conceder a exclusividade de sua opera\u00e7\u00e3o por parte do poder p\u00fablico. A medida do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es tem impedido a instala\u00e7\u00e3o da emissora em munic\u00edpios onde n\u00e3o h\u00e1 vontade do Poder Executivo local &#8211; mesmo havendo interesse da sociedade civil e j\u00e1 funcionando um canal comunit\u00e1rio na TV por assinatura.<\/p>\n<p>Resultado dessa op\u00e7\u00e3o do Canal da Cidadania \u00e9 que apenas 6% dos munic\u00edoios brasileiros solicitaram a outorga e, quase tr\u00eas anos depois da sua regulamenta\u00e7\u00e3o, apenas a cidade de Salvador avan\u00e7ou no processo. Isso porque, na verdade, a TVE Bahia transformou-se em Canal da Cidadania.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Canal da Educa\u00e7\u00e3o depende 100% da a\u00e7\u00e3o do MEC para se concretizar, num cen\u00e1rio de grandes cortes de recursos na TV Escola e recentes demiss\u00f5es na Acerp, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o da TV.<\/p>\n<p>Aprendendo com o passado recente, o Canal da Cultura poderia experimentar um modelo que deu certo na R\u00e1dio C\u00fapula dos Povos da Rio+20. A emissora comunit\u00e1ria, que funcionou temporariamente durante o encontro paralelo da sociedade civil \u00e0 conven\u00e7\u00e3o da ONU sobre o clima, teve sua outorga concedida pela EBC, por\u00e9m era operada pela pr\u00f3pria sociedade. Uma das possibilidades para o novo Canal da Cultura \u00e9 esta. O MinC poderia viabilizar a outorga para a opera\u00e7\u00e3o direta do Canal por Pontos de cultura, TVs comunit\u00e1rias e Pont\u00f5es de M\u00eddia Livre. Isso ajudaria na r\u00e1pida implementa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica e fortaleceria a comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o-estatal, ainda muito pouco valorizada no Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que seriam necess\u00e1rios investimentos de fomento \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de conte\u00fados. Mas o Minist\u00e9rio da Cultura tem capacidade de envolver a ANCINE (ag\u00eancia reguladora e fomentadora do audiovisual) e sua pr\u00f3pria estrutura interna, que j\u00e1 possuem programas de incentivo ao Canal da Cidadania, e as pr\u00f3prias TVs do chamado campo p\u00fablico. Pastas como a Educa\u00e7\u00e3o, a Sa\u00fade e at\u00e9 mesmo a Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (Secom) desenvolvem a\u00e7\u00f5es de cultura e comunica\u00e7\u00e3o que poderiam se somar na implementa\u00e7\u00e3o do Canal da Cultura &#8211; antes mesmo da cria\u00e7\u00e3o do sonhado fundo para a comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do financiamento do Canal da Cultura, a gest\u00e3o \u00e9 outro desafio a ser superado. A manuten\u00e7\u00e3o de modelos centralizados e verticais de gerenciamento de redes bate de frente com as redes distribu\u00eddas da m\u00eddia livre e da cultura digital. A sociedade n\u00e3o quer apenas exibir programas na grade desta nova TV. Ela quer ir al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o e cogerir a emissora. Isso significa implantar o funcionamento de conselhos, audi\u00eancias, consultas e debates, primordiais para que uma televis\u00e3o seja realmente p\u00fablica.<\/p>\n<p>Outro ponto diz respeito \u00e0 tecnologia. O sistema de TV digital adotado no Brasil \u00e9 extremamente subutilizado. Quase nenhuma emissora faz uso da multiprograma\u00e7\u00e3o ou da interatividade, tampouco pensa estrat\u00e9gias para mobilidade. A grande maioria dos canais apenas repete a programa\u00e7\u00e3o do sistema anal\u00f3gico em alta defini\u00e7\u00e3o, desperdi\u00e7ando os avan\u00e7os que a digitaliza\u00e7\u00e3o proporciona. O Canal da Cultura tem a oportunidade de experimentar a multiprograma\u00e7\u00e3o, com iniciativas que atendam \u00e0s diretrizes normativas, sejam elas produzidas por universidades, comunidades ou pelos poderes p\u00fablicos locais.<\/p>\n<p>Estabelecer espa\u00e7os fechados aos quais as iniciativas devem se adequar \u00e9 o que o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es faz com as r\u00e1dios e TVs comunit\u00e1rias h\u00e1 anos, tendo como consequ\u00eancia a ilegalidade de boa parte das emissoras realmente comunit\u00e1rias e a legaliza\u00e7\u00e3o de muitos canais controladas por grupos pol\u00edticos e religiosos.<\/p>\n<p>Em outras pol\u00edticas p\u00fablicas, o MinC j\u00e1 optou pelo reconhecimento dessas iniciativas. Da mesma forma que pontos de cultura de Santar\u00e9m, no Par\u00e1, e de uma favela<br \/>\ncarioca s\u00e3o diferentes, os Canais da Cultura devem considerar o atendimento \u00e0 pol\u00edtica p\u00fablica &#8211; o que pode ser secundarizado se tiverem que obedecer a dezenas de<br \/>\nrequisitos burocr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Para agilizar seu processo de implanta\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel utilizar a EBC (Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o), que j\u00e1 possui infraestrutura instalada em v\u00e1rios estados, e<br \/>\ncompartilhar desta rede. Isso garantiria a veicula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados em alta defini\u00e7\u00e3o, a recep\u00e7\u00e3o por dispositivos m\u00f3veis, a interatividade e a multigrama\u00e7\u00e3o com outros<br \/>\ncanais culturais. Isso n\u00e3o significa, contudo, dividir a atual frequ\u00eancia da TV Brasil com os demais canais p\u00fablicos previstos no decreto da TV Digital, mas sim<br \/>\ncompartilhar espa\u00e7os e equipes para viabilizar a transmiss\u00e3o em frequ\u00eancia pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Um acordo firmado esta semana entre Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, MEC, MinC, Secom, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e EBC vai justamente neste sentido. O objetivo anunciado \u00e9<br \/>\nampliar o alcance dos &#8220;Canais de TV Digital do Poder Executivo\u201d. \u00c9 importante lembrar, entretanto, que o decreto que criou a TV Digital no Brasil fala em &#8220;canais<br \/>\np\u00fablicos&#8221;, e n\u00e3o estatais. O maior erro que o governo federal pode cometer neste momento \u00e9 se apropriar dos canais da Cidadania, da Educa\u00e7\u00e3o e da Cultura para<br \/>\ntransmitir programa\u00e7\u00e3o de entes governamentais. Outro risco \u00e9 que, no processo de compartilhamento da infraestrutura da EBC, desista-se da concess\u00e3o de outorgas<br \/>\npr\u00f3prias para cada um desses canais e eles sejam obrigados a se contentar com uma faixa de programa\u00e7\u00e3o da atual TV Brasil &#8211; o que reduziria brutalmente o espa\u00e7o no<br \/>\nespectro para os novos canais p\u00fablicos. A \u00edntegra do documento de acordo ainda n\u00e3o foi publicizada.<\/p>\n<p>Mas, para o Canal da Cultura, s\u00e3o muitas as possibilidades. \u00c9 preciso abrir j\u00e1 este processo de constru\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m do GT interno do Minist\u00e9rio da Cultura. Muita<br \/>\ngente tem contribui\u00e7\u00f5es a dar: artistas, movimentos, ONGs, sindicatos, entre outros coletivos. A atual gest\u00e3o deve pensar pol\u00edticas p\u00fablicas que n\u00e3o dependam dela<br \/>\nmesma. Elas passar\u00e3o e a sociedade n\u00e3o pode ficar ref\u00e9m dos gestores de plant\u00e3o para ter garantido um direito que lhe \u00e9 fundamental: a comunica\u00e7\u00e3o. O canal \u00e9 da<br \/>\ncultura e n\u00e3o do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/canal-da-cultura-pode-inovar-com-tv-publica-nao-estatal-e-descentralizada-7456.html\" target=\"_blank\">FONTE: Carta Capital.<\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PORTARIA INTERMINISTERIAL No &#8211; 4.074, DE 26 DE AGOSTO DE 2015<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estabelece as diretrizes para operacionaliza\u00e7\u00e3o do Canal da Cultura no Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o Digital Terrestre<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O MINISTRO DE ESTADO DA CULTURA e o MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICA\u00c7\u00d5ES, no uso das atribui\u00e7\u00f5es que lhes confere o art. 87, par\u00e1grafo \u00fanico, inciso II da Constitui\u00e7\u00e3o, e tendo em vista o disposto no art. 13, inciso III do Decreto n.\u00b0 5.820, de 28 de junho de 2006, resolvem:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Art. 1\u00b0 Ficam estabelecidas as diretrizes para a operacionaliza\u00e7\u00e3o do Canal da Cultura, criado<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">pelo Decreto n\u00b0 5.820, art. 13, inciso II, de 29 de junho de 2006 e com o inciso XII do art. 15 doD ecreto n\u00b0 7.743, de 31 de maio de 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Art. 2\u00b0 O Canal da Cultura tem como objetivo transmitir produ\u00e7\u00f5es culturais e programas<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">regionais, reconhecendo e valorizando a diversidade cultural, \u00e9tnica e regional brasileira, e difundindo as cria\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e os bens culturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Art. 3\u00b0 O Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es &#8211; MC consignar\u00e1 ao Minist\u00e9rio da Cultura &#8211; MinC,<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">mediante solicita\u00e7\u00e3o deste, um canal digital com largura de banda de seis megahertz para a explora\u00e7\u00e3o do Canal da Cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A consigna\u00e7\u00e3o de que trata o caput:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">I &#8211; depender\u00e1 de viabilidade t\u00e9cnica;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">II &#8211; ter\u00e1 prazo de vig\u00eancia indeterminado; e<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">III &#8211; ser\u00e1 outorgada ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do projeto de instala\u00e7\u00e3o da emissora, de acordo com a<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">regulamenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e os procedimentos previstos nas normas que regem as consigna\u00e7\u00f5es dos servi\u00e7os de radiodifus\u00e3o para a Uni\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Art. 4\u00b0 O Canal da Cultura atender\u00e1, prioritariamente, em sua programa\u00e7\u00e3o os seguintes\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">princ\u00edpios:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">I &#8211; direito de todos \u00e0 arte e \u00e0 cultura;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">II &#8211; liberdade de express\u00e3o;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">III &#8211; diversidade cultural;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">IV &#8211; respeito aos direitos humanos;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">V- direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e \u00e0 cr\u00edtica cultural;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">VI &#8211; direito \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es; e<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">VII &#8211; acessibilidade aos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Art. 5\u00b0 O Canal da Cultura poder\u00e1 entrar em opera\u00e7\u00e3o quando o MinC possuir cumulativamente:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">I &#8211; ato de consigna\u00e7\u00e3o;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">II &#8211; aprova\u00e7\u00e3o dos locais e dos equipamentos de instala\u00e7\u00e3o; e<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">III &#8211; autoriza\u00e7\u00e3o de uso de radiofreq\u00fc\u00eancia, expedida pela Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Art. 6\u00b0 A responsabilidade perante o MC em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o previsto nesta<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Portaria, bem como sobre as programa\u00e7\u00f5es veiculadas, \u00e9 exclusiva do MinC.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Art. 7\u00b0 Observado o disposto em regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do MC, o MinC poder\u00e1 utilizar o<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">recurso de multiprograma\u00e7\u00e3o para transmitir programa\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> 1 \u00b0 As faixas de programa\u00e7\u00e3o do Canal da Cultura dever\u00e3o ser utilizadas para o atingimento\u00a0<\/span>dos objetivos de que trata o art. 2\u00b0.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> 2\u00b0 O MinC estabelecer\u00e1 a banda destinada a cada uma das faixas mencionadas neste artigo, respeitada, pelo menos, a qualidade de resolu\u00e7\u00e3o de defini\u00e7\u00e3o padr\u00e3o &#8211; SDTV.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> 3\u00b0 O Canal da Cultura poder\u00e1 fazer uso de recursos de mobilidade e interatividade, observada a regulamenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica vigente e as outorgas necess\u00e1rias para este fim.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> 4\u00b0 \u00c9 vedada qualquer forma de proselitismo na programa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> 5\u00b0 S\u00e3o vedadas, em todas as faixas de programa\u00e7\u00e3o do Canal da Cultura, a veicula\u00e7\u00e3o de<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">an\u00fancios de produtos e servi\u00e7os e a venda de hor\u00e1rios da grade de programa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Art. 8\u00b0 O MinC regulamentar\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o e o licenciamento de conte\u00fados a serem veiculados\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">no Canal da Cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Art. 9. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">JO\u00c3O LUIZ SILVA FERREIRA<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">RICARDO BERZOINI<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Previsto no decreto que criou a TV digital, canal teve implanta\u00e7\u00e3o anunciada na \u00faltima semana pelo governo federal. 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